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domingo, 8 de setembro de 2013

Amarras.... Na alma....

Quando eu era pequeno, eu adorava circos, e o que eu mais gostava no circo eram os animais. A mim, assim como também aos outros, como eu soube mais tarde, o elefante chamava a atenção. Durante a apresentação, ele fazia demonstrações de peso, tamanho e força incomum... Mas depois da sua apresentação e até pouco antes de voltar ao cenário, o elefante ficava preso somente por uma corrente que aprisionava uma das suas patas a uma pequena estaca pregada no chão. Entretanto, a estaca era somente um minúsculo pedaço de madeira enterrado a apenas alguns centímetros dentro da terra. E apesar de que a corrente era grossa e poderosa, eu achava óbvio que esse animal capaz de arrancar uma árvore de raízes com a sua própria força, poderia, com facilidade, arrancar a estaca e fugir. O mistério é evidente: 'O que o mantém preso, então? Por que ele não foge? [...] O elefante do circo não foge porque ele esteve amarrado a uma estaca parecida com essa desde que ele era muito, muito pequeno... [...] Este elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge porque acredita - coitado - que não pode. (BEAUCLAIR, 2006).

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